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[domingo, 26 de outubro de 2008]
Por Fábio Augusto fabioaugusto@oestadorj.com.br
QUANTO VALE O AMOR DE UM FÃ?

Loucura e admiração são as palavras que, a priori, podemos defini-los. Os fãs de todos os tipos - música, novelas, teatros, esportes -, amam de tal forma que fazem de tudo, tudo mesmo, para auxiliar e divulgar os materiais dos seus ídolos. Sites, blogs, fãs-clubes, encontros e caravanas são essenciais para o relacionamento, os quais influenciam pessoas de todas as idades e lugares.
Quanto vale essa paixão? Para Rodrigo Salvador, 22 anos, do site AvrilMidia.com, seu amor por Avril Lavigne vale muito mais que os inúmeros dias na fila dos shows, para presenciar a loirinha roqueira no palco em duas cidades diferentes, no intervalo de apenas um dia. “A experiência é inesquecível. Você enfrenta tempos ruins, dorme muito pouco e seu ritmo muda a todo instante. A empolgação se renova a cada fã que você vê chegando, e ver aquelas pessoas, todas desejando a mesma coisa que você, ainda que com intensidades diferentes, é algo que vale como experiência de vida”, relata. Já sobre seu amor pela canadense, ele continua. “É algo válido para uma vida, uma sensação que todos deveriam ter, para evoluir como ser humano, e aprender, nem que por poucos minutos, o que é um amor sem interesses, um sentimento que está em falta hoje em dia”, avalia.
Já Marcus Vinícius, 15 anos, tem certeza que sua adoração pela atriz e cantora Marjorie Estiano vale tudo, inclusive seu site MarjorieWorld.com.br, o qual possui grandes visitas, conhecido também pela própria cantora. “Me inspiro pelo simples amor e carinho que tenho por ela, tudo é questão de força de vontade. Com isso, consigo seguir sempre em frente e ajudar a Marjorie de alguma forma”, declara.
Shows como esses não podem ser diferentes: todos em busca do primeiro lugar na fila, ou seja, ser o inexistente “fã número 1″. Quem fica satisfeito com tudo isso são as produtoras, gravadoras e artistas, que em sua maioria apóiam os fãs-clubes para maior divulgação do produto.
Segundo Roberta Pate, do Marketing Internacional da gravadora Sony&BMG, os fãs são essenciais, pois criam maneiras para divulgar a nível profissional e, ao mesmo tempo, atingem o público certo. “Apoiamos aproximadamente 30 fãs-clubes, e muitas vezes fãs-clubes de um mesmo artista. Não oficializamos para poder dar atenção a todos que nos procuram e estão dispostos a ajudar. Por dia, recebo em média 10 e-mails de fãs (incluindo aqueles que entram em contato pelo site). Em um ano, recebi mais de 1.500 e-mails, a grande maioria respondido”, diz.
Do outro lado
Mas será que os artistas gostam de todo esse assédio? Bianca Jhordão, vocalista de uma das bandas de rock nacionais mais conhecidas - Leela - e apresentadora do Nickers, da Nickelodeon, procura atendê-los da melhor forma possível. “Tentamos manter contato sempre que possível, descolar novidades, ouvir idéias de set-list, e trocar idéias com pessoas super bacanas e que têm o mesmo gosto musical que o nosso. Porque todos nós somos amantes de música, seja a banda, sejam os fãs. E os fãs-clubes organizados têm uma força incrível, e que realmente pode ajudar a banda a crescer”, afirma.
As principais causas do artista não gostar de todo esse amor é a privacidade e a obsessão. A vida é exposta e divulgada de fã para fã, unindo com o exagero quando alguns deles invadem as apresentações, atrapalhando gravações ou exigindo atenção.
A loucura e a admiração que definimos a princípio passam a ser também trabalho e auxílio, em maioria com profissionalismo. Ligam para rádios, fazem enquetes, criam rádio online, e todas as formas possíveis para divulgá-los. E quem nunca teve aquele ídolo ou admirou algum artista na juventude, freqüentou shows na primeira fila, que atire a primeira pedra. Ser fã é, acima de tudo, apreciar, julgar e, quando possível, ajudar, sem interesses. E se alguns artistas não gostam do “ataque”, afinal, o que seria de um ídolo sem seu fã?
Fonte: # O Estado RJ
por Fábio Augusto * | 06:17

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